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quinta-feira, 3 de julho de 2014

Fraude em Boletos Bancários

Prezados usuários, fiquem atentos as orientações passadas abaixo:

A RSA publicou um relatório em que analisa um tipo de malware específico do Brasil: o malware de boleto (veja também reportagem sobre isto na Folha de São Paulo, no The New York Times e no blog do Brian Krebs). Este estudo foi baseado em uma família de malware analisada pelos especialistas da RSA e encontrou algumas coisas interessantes:
  • Foram identificados quase 496 mil transações com boletos, com data de pagamento nos últimos dois anos, segundo os dados obtidos nos servidores da quadrilha;
  • Estas transações correspondem, na verdade, a cerca de 8 mil boletos únicos, uma vez que a maioria deles foi paga diversas vezes;
  • O valor potencial da fraude, baseado nos boletos identificados, corresponde a cerca de R$ 8,57 bilhões (obviamente, nem todos os boletos foram processados pelos bancos);
  • Cerca de 192 mil computadores foram infectados (estimativa baseada nos endereços IPs identificados)
  • O esquema de fraude envolve boletos de pelo menos 34 instituições bancárias, incluindo os maiores bancos brasileiros.

Mas a verdade é que esse tipo de malware não deveria ser novidade para ninguém. O portal Linha Defensiva e o Fabio Assolini, da Kaspersky, já abordaram esse tipo de golpe desde o ano passado (incluindo através de uma extensão maliciosa do Chrome ou sites que prometem gerar uma segunda via de boletos vencidos).

A fraude de boleto é um crime típico do cenário brasileiro, que não existe em nenhum lugar do mundo. Isso porque os boletos de pagamento são algo específicos do nosso sistema financeiro. em poucas palavras, na fraude de boleto o ciber criminoso paga boletos "seus" (em sua posse) utilizando as contas correntes de suas vítimas.

O ciber criminoso mantém uma base de boletos a serem pagos de forma fraudulenta, que podem ser boletos criados a partir de contas correntes de laranjas, ou podem ser boletos válidos (boletos enviados para consumidores finais que, na impossibilidade de pagar o total da conta, ele/ela recorre a criminosos que cobram apenas uma porcentagem do valor do boleto, e em troca o fraudador paga o valor total utilizando a conta corrente de uma vítima). A fraude com boleto válido faz com que o ciber criminoso receba o dinheiro de forma rápida e fácil, além de dificultar o rastreio da fraude: o banco consegue identificar o dono do boleto pago fraudulentamente, mas não consegue identificar o ciber criminoso. 

Os ciber criminosos tem várias formas específicas para forçar o usuário final a pagar um boleto fraudulento: 
  • Sites falsos de reemissão de boletos: são sites criados por ciber criminosos que prometem a revalidação de um boleto vencido. Ao fornecer os dados de seu boleto, a vítima recebe um novo código de boleto, mas que na verdade direciona o pagamento utilizando o código do boleto do fraudador;
  • Envio de boletos falsos por correio: Os criminosos podem interceptar a correspondência da vítima e substituir o boleto. Assim, a vítima recebe sua conta impressa em sua casa, mas na verdade esta conta já está com os dados de pagamento adulterados;
  • Malware de Boleto: Ele infecta o computador da vítima pode alterar os dados do boleto de três formas:
    • No pagamento de um boleto no Internet Banking: o trojan troca as informações do boleto (a linha digitável) no momento em que a vítima digita os dados no formulário de pagamento. O Browser do usuário já envia para o banco os dados do boleto fraudulento;
    • Na emissão online de boletos (ao pedir uma segunda via ou escolher fazer um pagamento com boleto): o trojan identifica uma página com dados de boleto e troca as informações pelos dados do boleto fraudulento. Eles alteram o valor da linha digitável e inserem espaços no código de barras para inutilizá-lo (assim a vítima é obrigada a digitar os dados do boleto, que já estão trocados);
    • Infectando as empresas que emitem boletos: ao infectar o compitador de uma empresa, o trojan pode fazer com que ela gere, erroneamente, boletos com os dados de pagamento já redirecionados para a conta do fraudador. O cliente já recebe em sua casa o boleto adulterado :(

O Malware de Boleto comunica-se com o servidor central do ciber criminoso para buscar as informações do boleto que o fraudador quer pagar. Normalmente o malware mantém o valor original da conta, para que a vítima não perceba que pagou um boleto fraudulento e troca apenas o trecho da linha digitável que identifica o cedente, isto é, o destino do pagamento (afinal das contas, quem tem paciência para ficar conferindo a linha digitável dos boletos?). Mas, mesmo que a vítima quisesse comparar a linha digitável, o Malware altera a página de resposta do Internet Banking para que o usuário não perceba a alteração dos dados de pagamento.



A fraude de boletos representa um dos métodos de roubo de fundos mais populares entre os ciber criminosos brasileiros atualmente, apesar da Febraban informar que os boletos representaram apenas 4,5% do volume de pagamentos e 3% do total de fraudes, em 2013. 

Os ciber criminosos adotam mecanismos de fraude populares em um determinado país ou região em que atuam, de acordo com as características dos sistemas de meios de pagamento locais. Há vários métodos para transferir dinheiro a partir da conta corrente de uma vítima, além de uma simples transferência bancária (que pode ser facilmente rastreada). Em alguns países, é comum utilizar compra e venda de ações para transferir os fundos. Aqui no Brasil, os ciber criminosos se especializaram em explorar pagamentos de contas e de impostos, através dos boletos bancários, além de realizar compras online (em lojas de e-commerce) ou compra de créditos pré-pagos para celulares.

O que fazer para evitar a fraude de boleto? É muito difícil, mas em alguns casos não é impossível... as dicas abaixo podem ajudar um pouco:
  • Antes de mais nada, evite ser infectado por malwares!
  • E sempre utilize um computador confiável para acessar o Internet Banking;
  • Como a fraude envolve a troca dos dados do boleto, sempre verifique se você está pagando o boleto correto. Não tenha preguiça e compare o código apresentado;
  • Para saber se o seu computador está infectado pelo malware de boleto, um teste simples é digitar a linha de um boleto na tela de busca do Google; algumas versões do malware, que atuam no browser, já trocam a linha mesmo nesta tela, e aí você verá que o autocompletar vai mostrar um valor diferente do que você digitou!
  • Como os criminosos alteram os dados do boleto para enganar a vítima, para conferir um boleto que você recebeu via correio ou que gerou online, a melhor forma é conferir o código inicial do boleto que está sendo pago:
    • os 4 primeiros dígitos identificam o banco; fique de olho se corresponde ao banco que normalmente emite aquela conta que você está acostumado a pagar;
    • a primeira metade do código do boleto identifica o banco e o cedente, ou seja, é um código que identifica a empresa que emitiu aquela conta (que é um cliente daquele banco). Normalmente essa parte do código tem que ser idêntica as contas semelhantes que você pagou no passado. Confira isso ! (ex: se você paga seu aluguel via boleto, o código inicial identifica o banco e sua imobiliária, que todo mês é o mesmo).

segunda-feira, 2 de junho de 2014

BYOD: Estamos realmente preparados?

De acordo com a matéria publicada no dia 30 de Maio de 2014 pela Computerworld, sob título "BYOD: Saiba como se preparar para os benefícios da mobilidade" que trata de um assunto que não é recente, mas uma tendência que vem tomando uma enorme proporção no dia-a-dia das empresas. A Sigla BYOD (Bring Your Own Device, ou Traga seu próprio dispositivo) começa a despertar nas empresas uma enorme preocupação. Segue abaixo alguns questionamentos muito importantes que devemos nos fazer:

  • A nossa empresa está realmente estão preparada para receber essa tendência?
  • Nossa infraestruturas, softwares de segurança estão adaptados para esse tipo de situação? 
  • Nosso suporte técnico tem expertise para atender essa diversidade de tecnologias?
  • A nossa empresa tem orçamento para investir em sistemas de segurança para gerenciar esses dispositivos? 
  • Nossa empresa tem uma política de segurança atualizada e bem definida?
  • Será que proibindo os funcionários de usar seus próprios dispositivos é a solução? ou liberar o uso é uma vantagem para a corporação? 
  • Será que existe uma única solução no mercado que possa controlar todos os tipos de dispositivos móveis (tablets, smartphones, notbooks, etc...) de forma centralizada?


São muitas as questões referente ao assunto, mas ficam algumas dicas, brevemente resumidas, que não precisam de investimento algum, mas que podem ajudar a evitar uma série de problemas:

  • Crie uma política bem definida para uso dispositivos móveis;
  • Divulgue, comunique sua política via intranet, via e-mail; 
  • Homologue os dispositivos que serão suportados;
  • Homologue os softwares que podem ser usados dentro da rede;
  • Use sistemas de autenticação com criptografia forte;
  • Limite o acesso de dispositivos móveis somente aos recursos necessários e com autenticação forte;
  • Procure orientar, conscientizar os usuários a sempre checar e estar com softwares antivírus atualizados;
  • Procure negociar com seu fornecedor de antivírus, eles sempre tem descontos especiais para usuários domésticos;
  • Crie documentos informativos de fácil acesso e entendimento aos colaboradores, lhes orientando sobre os corretos procedimentos de configuração para os diferentes tipos de dispositivos, isso evita muitas vezes uso desnecessário de recursos humanos (suporte técnico interno da empresa);

Para quem quer se aprofundar mais a respeitos dos riscos, segue link para o artigo "Especialistas alertam para riscos do BYOD sem uma política de segurança".

Aproveitem abaixo a leitura do artigo BYOD: Saiba como se preparar para os benefícios da mobilidade.


Alinhar as expectativas do novo estilo de trabalho com as prioridades de negócios requer melhor gestão dos recursos humanos e técnicos.

Os empregados querem trabalhar com seus aparelhos móveis, obrigando as empresas a estabelecerem políticas para gerenciar a onda do "traga seu próprio dispositivo" (BYOD). É hora de alinhar as expectativas do novo estilo de trabalho com as prioridades de negócios.

A grande variedade de dispositivos móveis obriga a TI a adotar sistemas para controlar os custos, segurança e desenvolver um novo conjunto de políticas que permitam algumas liberdade, sem prejudicar os negócios.

A padronização é semelhante à indústria da moda. Em ambos, a mudança é constante. Portanto, faz sentido para as empresas serem ágeis e darem respostas rápidas. "As companhias precisam estabelecer as melhores práticas para que essa transição seja tranquila ", orienta Ken Dulaney, vice-presidente de pesquisa na área de computação móvel do Gartner.

Para capacitar esse novo trabalhador móvel, as empresas precisam ser mais pró-ativas e reforçar as políticas em três áreas gestão, segurança e entrega de aplicativos.


As políticas na era da BYOD

Para que a migração para a mobilidade seja mais suave, os especialistas do setor recomendam levar em conta dois aspectos da política: o fornecimento e uso dos dispositivos.

Quando se trata de fornecimento de dispositivos, a boa notícia é que com ou sem a estratégia de BYOD, os funcionários estão dispostos a terem o direito de comprar o aparelho de sua escolha.

Os especialistas concordam que não há solução única para a prática do BYOD. Mas há dois modelos mais adotados pelas empresas. O primeiro é o em que os empregados arcam com os custos dos dispositivos e o outro em que a empresa paga uma parte dos gastos.

Independentemente da opção, as empresas são obrigadas a se colocar à disposição dos funcionários para pagar parte de seus dispositivos, planos de serviço e até mesmo aplicativos, aconselha Ted Schadler, analista da Forrester Research.

O ideal para o consumidor de tecnologia, segundo a Nationwide Insurance, empresa com 40 mil funcionários, é manter BYOD sem custos adicionais. Na companhia, um quarto dos funcionários é recompensado pelo uso de seu dispositivo pessoal. Eles recebem reembolso para a compra de um novo smartphone de sua escolha quando o contrato atual termina.

Na seguradora a plataforma padrão era smartphones BlackBerry. Agora com o BYOD todos funcionários são livres para adquirir um plano de dados ou dispositivo de sua escolha e solicitar o acesso à rede corporativa. Para administrar essa base, a companhia adotou uma plataforma de gestão de plataforma móvel (MDM). Dos quatro mil usuários, mais de mil se beneficiaram pelo BYOD.

A protecção de dados é a preocupação número um das organizações. Os usuários concordam com os termos de uso dos dispositivos móveis quando se inscreverem no BYOD. Os especialistas afirmam que é importante estabelecer políticas de responsabilidade compartilhada e conscientizar os empregados de que a empresa tem o direito de suspender o uso de um dispositivo quando as regras não são cumpridas. Além disso, os usuários devem usar senhas e criptografia.


Reforço da gestão 

A abordagem de MDM anda de mãos dadas com o BYOD. Trata-se de uma ferramenta chave para a empresa monitorar, supervisionar e gerir a experiência móvel, garantindo a segurança dos dados de negócios e propriedade intelectual. O Gartner estima existir atualmente cerca de 60 fornecedores de ferramentas MDM.

As plataforma de MDM possibilitam que as empresas suportem a grande diversidade de dispositivos, estabeleça políticas de segurança e conformidade das aplicações e conteúdos. São ferramentas que fazem a gestão de inventário, distribuição de software, informação e serviço de gerenciamento de TI.

Os executivos de TI devem se lembrar que, embora as ferramentas sejam importantes, é essencial que as políticas funcionem para a empresa e o usuário. Em outras palavras, se você bloquear ou impor muitas limitações, o modelo pode não funcionar.

O BYOD bem implementado, orientado para o consumidor de tecnologia promove uma nova relação entre o empregado e a empresa. Portanto, capacitar os funcionários para esse movimento é a melhor alternativa para a organização.

Os usuários de dispositivos móveis sabem o que é bom e como podem ajudar a empresa, destaca a Forrester. E, eles estão dispostos a fazer isso. Além disso, a pesquisa mostra que os empregados que abraçam o BYOD, melhoram processos de trabalho e produtividade.

“Quando surgiu, o conceito de consumerização causou muito desconforto. Mas aprendemos que o processo de mudança é interativo e não tem que ser 100%. Tem que ser aceitável", diz Bob Burkhart, diretor de tecnologia e inovação da Nationwide.


Controle das aplicações móveis

Nesta nova realidade, um smartphone é apenas um pequeno PC. Assim, seu valor vem de sua capacidade de executar aplicativos. Isso significa que uma empresa terá agora uma mistura de back-end de TI liderado e conduzido por aplicações front-end-empregados. Para isso, companhias têm que tomar decisões sobre aplicações móveis e explorar o uso de cada uma delas.

As empresa também têm que portar as principais aplicações que os usuários desejam acessar em seus dispositivos móveis, como email e web colaborativa, portal de empregado, conteúdo ou arquivos. Deve preparar as soluções de negócios corporativos para as plataformas sem fio como os sistemas de dados e CRM, por exemplo.

O que é ideal a construção de uma plataforma própria de aplicativos móveis ou adoção da soluções de terceiros? Os especialistas recomendam a combinação de ambos. Em alguns casos, usuários podem tomar essas decisões por si mesmos.

A entrega de aplicativos para funcionários que abraçam o BYOD é outro caminho que as empresas precisam explorar. Uma alternativa é o modelo de loja de aplicativos para ser acessada pelos empregados. Grandes empresas como a IBM e a General Electric, por exemplo, construíram suas próprias lojas para oferecer aplicações personalizadas e recomendar soluções de negócio a seus colaboradores.

“As empresas maduras em boas práticas de mobilidade duplicam as margens operacionais e apresentam um crescimento de receitas três vezes superior às empresas com práticas de mobilidade médias", revela um benchmarking da SAP realizado no fim de 2012 junto de 300 clientes a nível global, em organizações de todas as dimensões e de setores.

No novo contexto da consumerização, a chave para o crescimento do BYOD é a criação de um modelo flexível. Segundo os especialistas, as empresas ainda têm muito o que aprender para lidar com essa mudança e obter sucesso na estratégia de mobilidade empresarial. Políticas e gestão dos recursos humanos e técnicos são os meios para alcançar os objetivos.

Empresas que apresentam um nível de maturidade superior evidenciam um conjunto de características comuns” como:

1 - a existência de uma estratégia de mobilidade para todos os departamentos e processos relevantes;

2 - normas definidas para os sistemas operacionais e uma plataforma confiável implementada; todas as questões de escalabilidade e segurança contempladas;

3 - política de segurança forte e bem documentada, monitoração centralizada e excelentes mecanismos de autenticação dos dispositivos móveis; 

4 - envolvimento do usuário final logo no início do ciclo de desenvolvimento e também na fase de feedback; formação nas novas aplicações e nas questões relacionadas com a tecnologia sem fios; acesso móvel a todas as aplicações empresariais. 

Fonte:

domingo, 1 de junho de 2014

10 dicas importantes para criar uma política de gestão de smartphones

Consultoria do Gartner avalia que companhias ainda não têm políticas claras sobre o uso de serviços de telecomunicações.

À medida que as companhias continuam aumentando seus gastos com telecomunicações e adotam cada vez mais dispositivos móveis sofisticados, a gestão dos custos de serviço e segurança está se tornado crítica. Ainda assim, os analistas da consultoria Gartner afirmam que muitas companhias ainda não têm as políticas de uso de dispositivos sem fio definidas.
Para o vice-presidente de pesquisas do Gartner, Phil Redman, essas políticas são uma forma essencial de administrar serviços complexos. Segundo ele, até 2015, a gestão dos serviços móveis pode render uma economia de 10% a 35% dos custos de telecomunicações para as corporações.
Até o final de 2014, 80% das empresas listadas na Fortune 1000 terão migrado de planos e responsabilidades individuais para soluções corporativas no que diz respeito ao uso de serviços convergentes de voz e dados, segundo o Gartner.


Redman explica que os serviços de telefonia móvel foram integrados a muitas companhias pelas portas de trás – empurrados por usuários individuais ou linhas de negócios. Ele diz que, comparando o serviço aos outros aspectos do setor de TI, muitas organizações simplesmente não possuem um processo de adoção, uso ou gestão de serviços móveis adequados.


O Gartner recomenda que as políticas de uso de recursos de telecomunicações sejam criadas e administradas pela área de tecnologia da informação, já que o assunto abrange diversos aspectos, de TI ao financiamento (contratos), além de passar por várias linhas de negócios e tecnologias. Soluções do tipo influenciam a área de segurança, servidores e mensagens, desenvolvimento de aplicações, gerenciamento de ativos de hardware, redes, entre outras.


A consultoria destaca que estabelecer política e requerimentos de uso de dispositivos móveis é fundamental para empresas de todos os portes e, embora cada corporação deverá criar sua estratégia, existem aspectos que toda política deve conter.
  1. Elegibilidade: As empresas devem estabelecer rígidos aspectos de elegibilidade, definindo segmentos específicos de usuários que devem ter acesso e contar com esse benefício. Em geral, três aspectos podem ser considerados nesta decisão: cargo, função e aprovação do superior.
  2. Aparelhos: Existem diversas questões ligadas ao dispositivo móvel que as organizações devem levar em conta, incluindo padronização e propriedade. No que diz respeito ao segundo aspecto, as empresas devem se preocupar em restringir o acesso a dados corporativos apenas por meio de dispositivos adquiridos pelas companhias. Sobre a questão da padronização, está cada vez mais difícil fazer uma opção por um tipo de aparelho, fabricante ou sistema operacional.
  3. Gerenciamento: As empresas devem estabelecer quais tipos de aparelhos não são permitidos, devido a questões de segurança ou a custo. A empresa também deve ter um modelo que compare categorias de usuários ou suas funções e modelos de aparelhos suportados pela equipe de TI.
  4. Controle de funcionários que deixam a empresa: As empresas precisam criar uma política para descontinuar serviços, quando funcionários deixarem a companhia. É preciso encerrar o subsídio oferecido pelo serviço móvel e recuperar o aparelho, se ele foi comprado pela corporação.
  5. Regras de uso: Produtos e serviços de telefonia móvel devem ser usados apenas para propósitos de negócio. No caso de uso pessoal, essas despesas devem ser deduzidas do gasto total.
  6. Segurança: As regras de segurança para smartphones devem ser similares às aplicadas a notebooks, incluindo autenticação de usuários e encriptação. A área de segurança da informação deve ter uma política que cubra aparelhos móveis. A perda ou o roubo de celulares corporativos deve ser imediatamente informada à operadora e ao departamento de segurança da companhia.
  7. Suporte técnico: É preciso criar regras de suporte e help desk, seja o atendimento interno ou terceirizado. Procedimentos para suporte internacional ou fora do horário comercial devem ser claros.
  8. Recebimento de contas: As contas de serviço podem ser enviadas diretamente a cada usuário, o que é um processo descentralizado, ou entregues para a empresa. A segunda opção é um processo centralizado e facilita a gestão e a normatização.
  9. Limite máximo de gasto: Embora não seja uma exigência, é uma boa ideia fixar o valor máximo que cada segmento de usuário pode atingir com gastos. Qualquer funcionário que exceder o limite máximo mensal estabelecido deve responder pela despesa.
  10. Declaração de responsabilidade: Qualquer política corporativa sobre o uso de smartphones deve incluir um termo de responsabilidade. Muitas empresas alertam que o telefone não deve ser usado quando isso puder causar algum dano ao funcionário (como ao volante, por exemplo), ou quando o uso for ilegal. As corporações também devem ficar atentas ao constante debate sobre efeitos que o uso do celular podem causar à saúde.
Fontes:

Security Reports 2012 / 2013 | Relatório de Segurança dos Principais fornecedores de software com maior número de vulnerabilidades dos dois últimos Anos

Caros leitores, em pesquisas realizadas nos dois últimos anos adivinha quais as duas empresas "Top 10 Vendors With Vulnerabilities"? Se você pensou que era a grande MS, se enganou, vejamos abaixo o que nos diz os relatórios de segurança:



Bom, vamos começar pelo ano de 2012, A Apple liderou todos os principais fornecedores de tecnologia em vulnerabilidades relatadas em seu sistema operacional e de software durante os primeiros três meses de 2012, de acordo com um relatório divulgado pela Trend Micro.

A Apple informou 91 vulnerabilidades durante o período, tornando-se o número um entre as 10 maiores fornecedoras de tecnologia no setor, segundo o relatório, "Segurança na era da mobilidade"[PDF].

Acompanhando a Apple segue a Oracle (78 vulnerabilities), Google (73), Microsoft (43), IBM (42), Cisco (36), Mozilla (30), MySQL (28), Adobe (27) e Apache (24).


Além disso, a Trend Micro informou que a Apple divulgou um número recorde de patches para seu navegador Safari em março durante o período. Um ano antes, em março também foi um mês de muitas correções, com a Apple tratando 93 vulnerabilidades, um terço deles caracterizado como "crítica", em seu sistema operacional Leopard e Snow Leopard.

A Trend Micro em sua roundup de segurança trimestral encontrou 5.000 novos apps maliciosos para Android durante o período. Com o aumento do uso de smartphones com acesso à Internet e da enorme base de usuários Android, o aumento dos ataques destinados a plataforma por tanto, não é de surpreender", disse o relatório.

Nos últimos dias, a segurança da Apple foi surpreendida por um surto do Trojan Flashback, que no seu auge infectou mais de 600 mil computadores. Apesar de alguns esforços inovadores da Apple para erradicar o Flashback, contagens mais recentes estimam que 140 mil Macs permanecem infectados com o malware. 


Enquanto isso, Black Hats começaram a afastar-se de seu veículo inicial para infecção do Flashback uma vulnerabilidade no Java para o Mac e começaram um boobytrapping  em documentos do Microsoft Word para espalhar o Trojan.


Relatório: Sistemas Operacionais e Aplicações mais vulneráveis em 2013

O número de vulnerabilidades de segurança reportadas em 2013 continuou a aumentar em comparação com 2012. Neste post, eu fornecer uma visão geral das estatísticas para 2013 relacionadas a vulnerabilidades de segurança de software. Estes são compilados a partir de dados do National Vulnerability Database (NVD). 

Em média, 13 novas vulnerabilidades por dia foram relatados em 2013, para um total de 4.794 vulnerabilidades de segurança: o número mais alto nos últimos cinco anos.


Cerca de um terço dessas vulnerabilidades foram classificadas "alta gravidade", o que significa que um exploit para essas vulnerabilidades teria um grande impacto sobre os sistemas atacados. O número é maior do que em 2011 e 2012, quando começamos a ver uma tendência de queda em vulnerabilidades altas de segurança descobertas.


As vulnerabilidades foram descobertas em softwares fornecidos por 760 empresas diferentes, mas nas 10 maiores foram encontrados 50% das vulnerabilidades:


Pelo segundo ano consecutivo, a Oracle está no top do grupo, com 514 vulnerabilidades de segurança reportadas. Um aumento significativo das 424 vulnerabilidades descobertas em 2012. O Java sozinho teve 193 vulnerabilidades, com mais de 100 delas "críticas". 

Oito dos 10 principais fornecedores registram um aumento substancial no número de vulnerabilidades descobertas em 2013. A Microsoft tem - "De longe" - o maior número de vulnerabilidades de "alta gravidade", revertendo a tendência de queda ao longo dos últimos anos.



As aplicações de terceiros continuam a ser a principal fonte de vulnerabilidades, no entanto, durante o ano passado houve um grande aumento no vulnerabilidades reportadas para sistemas operacionais e  hardware de dispositivos. 

O número de vulnerabilidades de hardware está diretamente relacionada com o número de vulnerabilidades encontradas da Cisco, que - devido a um aumento importante em 2013 - está agora no segundo lugar no top 10 de fornecedores em número de vulnerabilidades. 

Para os sistemas operacionais e aplicativos de terceiros maiores detalhes estão disponíveis na tabela abaixo:

Sistemas operacionais mais visados em 2013


Tem havido um aumento global do número de vulnerabilidades para todos os sistemas operacionais, independentemente da marca - Microsoft ou Linux. Os Sistemas operacionais da Microsoft, mais uma vez levaram o primeiro lugar, ultrapassando a Apple iOS, que teve o maior número de vulnerabilidades no ano passado. O número de vulnerabilidades no Apple iOS aumentou em 2013, mas caiu para 10, porque os sistemas operacionais Windows e vulnerabilidades do kernel do Linux aumentaram consideravelmente.

Aplicações mais visadas em 2013

Em 2013, os navegadores web continuaram a luta - como nos anos anteriores - para o primeiro lugar na lista de aplicativos de terceiros com mais vulnerabilidades de segurança. Se o Mozilla Firefox teve o maior número de vulnerabilidades de segurança reportadas no ano passado e em 2009, o Google Chrome teve a "honra" em 2010 e 2011, agora é a vez do Microsoft Internet Explorer a liderar com 128 vulnerabilidades, 117 delas "crítica". 

A partir de uma perspectiva de segurança, Oracle e Java tiveram um ano ruim em 2013 com 193 vulnerabilidades reportadas para Java, 102 delas críticas. Para piorar a situação, um número elevado das vulnerabilidades críticas no Java foram falhas zero days (elas foram notificadas antes de um patch de segurança disponível para corrigi-las). 

Para manter sistemas seguros, realmente não é tarefa fácil, mas é fundamental tentar aplicar o máximo de patchs possíveis como recomendação:

  • Os sistemas operacionais (Windows, Linux, OS X); 
  • Os navegadores da Web; 
  • Java; 
  • Produtos free Adobe (Flash Player, Reader, Shockwave Player, ar).


CheckPoint 2013 Security Report

Relatório de Segurança da Internet:

Com base em pesquisa de cerca de 900 empresas e 120.000 horas de tráfego monitorado, o 2013 Check Point Security Report revela grandes riscos de segurança que as organizações estão expostas em uma base diária. Mais importante ainda, o relatório fornece as recomendações de segurança sobre como se proteger contra essas ameaças.

Destaques do Relatório: 
  • 63% das organizações foram infectadas com bots; 
  • 75% das organizações visitou web sites maliciosos; 
  • 54% das organizações tiveram pelo menos um incidente potencial de perda de dados; 
  • 36% das organizações financeiras enviaram informações de cartão de crédito para fora da organização;
  • 16% das organizações de Saúde e de Seguros enviaram informações de saúde protegidas por HIPPA para fora da organização.
Bom proveito a todos!!


Fontes:
  • http://www.pcworld.com/article/254039/apple_oracle_google_lead_major_vendors_with_software_vulnerabilities_in_q1_security_report_says.html
  • http://www.gfi.com/blog/report-most-vulnerable-operating-systems-and-applications-in-2013/
  • http://www.checkpoint.com/campaigns/security-report/download.html


terça-feira, 27 de maio de 2014

Como escolher o melhor software Antivírus

Olá Amigos,
para aqueles que estão na dúvida cruel, no momento da renovação da licença ou uma nova aquisição de software antivírus, vou lhes indicar dois sites super importantes, onde você vai poder escolher qual o melhor performático, o mais eficiente, o que protege melhor seu computador e tem melhor análise de falsos positivos.


Segue abaixo a indicação dos sites de duas organizações sem fins lucrativos, que tem como objetivo avaliar e comparar uma série de itens entre as ferramentas: 

  1. http://www.av-comparatives.org/
  2. http://www.av-test.org/en/home/?avtest[type]=0

Façam bom proveito.

Abraços

terça-feira, 20 de agosto de 2013

Instalando DenyHosts no Centos 6

About DenyHosts


DenyHosts is a security tool written in python that monitors server access logs to prevent brute force attacks on a virtual server. The program works by banning IP addresses that exceed a certain number of failed login attempts. 

Step One—Install Deny Hosts


We need to use a repository to install Deny Hosts on CentOS.
sudo rpm -Uvh http://mirror.metrocast.net/fedora/epel/6/i386/epel-release-6-8.noarch.rpm
sudo yum install denyhosts

Once the program has finished downloading to the VPS, denyhosts is installed and configured. 

Step Two—Whitelist IP Addresses


After you install DenyHosts, make sure to whitelist your own IP address. Skipping this step will put you at risk of locking yourself out of your own virtual private server. 

Open up the list of allowed hosts:
nano /etc/hosts.allow

Under the description, add in any IP addresses that cannot afford to be banned from the server; you can write each one on a separate line, using this format:
sshd: 12.34.45.678

After making any changes, be sure to restart DenyHosts so that the new settings take effect on your virtual server:
/etc/init.d/denyhosts restart

Step Three—(Optional) Configure DenyHosts


DenyHosts is ready use as soon as the installation is over.

However if you want to customize the behavior of DenyHosts on your server, you can make the changes within the DenyHost configuration file:
# vim /etc/denyhosts.conf

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

ModSecurity extension for IIS


Announcing the availability of ModSecurity extension for IIS

This blog post has also been posted on the Microsoft Security Research and Defense site:
By:
  • Greg Wroblewski, Microsoft Security Engineering Center
  • Ryan Barnett, Trustwave SpiderLabs
Vulnerabilities in on-line services, like cross-site scripting, cross-site request forgery, or even information disclosure, are important areas of focus for the Microsoft Security Response Center (MSRC). Over the last few years Microsoft has developed a number of tools capable of mitigating selected web specific vulnerabilities (for example, UrlScan). To help on this front we have participated in a community effort to bring the popular open source module ModSecurity to the IIS platform. Yesterday at Black Hat Las Vegas, we have announced the availability of an RC version and we expect that stable release will be available soon.

Installation

Although the source code of ModSecurity’s IIS components is fully published and the binary building process is publicly described (see mod_security/iis/winbuild/howto.txt in SourceForge repository), it is highly not recommended to self-build the module for non-research or non-development purpose.
A standard MSI installer of ModSecurity for IIS 7 and later versions is available from SourceForge files repository of ModSecurity project and in the future designated maintainers will be keeping it updated with latest patches and minor versions of the module.

Configuration

The IIS installer does not interfere with currently running web applications. This means that the installation process must be followed by an application pool restart or recycling in order to load the new module into the application pool process. For the RC version of the module the restart/recycle step is also highly recommended each time a ModSecurity configuration file has been changed:
Restart_iis_pool 
After successful load of the module into the application pool process a series of informational events is recorded in the application event log:
Eventlog 
Runtime messages and notifications generated during the operational phase, both coming from the user-defined rules and system specific events or errors, are sent to the same application event log repository.
To apply a ModSecurity configuration file to a web application or a path, one has to use IIS configuration schema extension, like in the example below:
<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<configuration>
    <system.webServer>
        <ModSecurity enabled="true" configFile="c:\inetpub\wwwroot\test.conf" />
    </system.webServer>
</configuration>
The c:\inetpub\wwwroot\test.conf config file is a regular ModSecurity configuration containing the same directives as used on the Apache web server.

Examples of Protection

The most common application of ModSecurity is a protection layer called “virtual patching” (see Resources section, [5]). Using two recent vulnerabilities as an example we would like to show how this layer can be specified in an environment with IIS server running with ModSecurity.

CVE-2011-3414

In December 2011 a vulnerability was addressed in ASP.NET that allowed attackers to cause excessive processor load on most ASP.NET web applications. The hash collision issue required attacker to send a large (typically 1MB or 4MB) POST request to the server, with tens of thousands of arguments with specially crafted names. There are at least four ways to mitigate this kind of attack:
  • Restrict the request body size.
  • Restrict the number of arguments.
  • Identify repetitive payloads.
  • Check arguments names against PoC data.
The approach of checking for the presence of repetitive payload is the most sophisticated one and it can be implemented in ModSecurity using the following chain of rules:
SecRule &ARGS "@ge 1000" "chain,id:1234,phase:2,t:none,deny,msg:'Possible Hash DoS Attack Identified.',tag:'http://blogs.technet.com/b/srd/archive/2011/12/27/more‑information‑about‑the‑december‑2011‑asp‑net‑vulnerability.aspx?Redirected=true'"
  SecRule REQUEST_BODY "^\w*?=(.*?)&\w*?=(.*?)&\w*?=(.*?)&\w*?=(.*?)&" "chain,capture"
    SecRule TX:1 "@streq %{tx.2}" "chain,setvar:tx.hash_dos_match=+1"
    SecRule TX:2 "@streq %{tx.3}" "chain,setvar:tx.hash_dos_match=+1"
    SecRule TX:3 "@streq %{tx.4}" "chain,setvar:tx.hash_dos_match=+1"
      SecRule TX:HASH_DOS_MATCH "@eq 3"
When this rule is loaded into an IIS server configuration and the attack is launched on the protected path, the Windows application event log will record an access denied message from ModSecurity:
Eventlog2
At the same time the attacker will see HTTP response 403, stopping the attack before it reaches ASP.NET vulnerable component.

CVE-2012-1859

In July 2012, Microsoft patched a classic case of reflected cross-site scripting vulnerability in Microsoft SharePoint 2010. For the attacks to exploit the vulnerability it was enough to trick user into clicking on a malicious URL, like the one below:
http://sharepoint/_layouts/scriptresx.ashx?culture=en‑us&name=SP.JSGrid.Res&rev=laygpE0lqaosnkB4iqx6mA%3D%3D&sections=All<script>alert(‘Hacked!!!’)</script>z
The script injected by the attacker could gain access to the entire data set available to the victim through the hacked SharePoint server.
One possible way to block this attack is a whitelist approach: let the URL with sections argument that does contain only valid characters pass through, while block all other URLs. Below is a ModSecurity rule implementing this approach for alphanumeric characters:
SecRule REQUEST_FILENAME "@contains /_layouts/scriptresx.ashx" "chain,phase:1,block,msg:'SharePoint Sections Param Violation - Illegal Chars"
  SecRule ARGS:sections "!@rx ^\w+$"
The rule included through ModSecurity config file into the SharePoint web.config file, generates the following event when any invalid character (indicating possible attack attempt) is discovered in the corresponding SharePoint URL:
Eventlog3

Feedback

We encourage you to download and try out the tool.  If you have any feedback on your experiences with the tool, you can reach us at switech@microsoft.com or on the ModSecurity Users Mail-list.

Acknowledgments

The following people have contributed to the multi-platform effort of ModSecurity:
  • Microsoft – ModSecurity Port for IIS
    • Greg Wroblewski – Senior Security Developer
    • Suha Can – Security Researcher / Developer
  • Trustwave - ModSecurity
    • Ziv Mador – Director of Security Research
    • Ryan Barnett – Security Researcher Lead
    • Breno Pinto – ModSecurity Researcher & Developer
  • Open community  - Security Port for Nginx
    • Alan Silva  - Security Software Engineer at Locaweb
We would like to thank: Wade Hilmo and Nazim Lala, members of the Microsoft’s IIS team , for their support and help in solving many technical problems.

Resources

[1]   ModSecurity home page: http://www.modsecurity.org/